segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Por que Melissa?

Pra quem usa as sandálias (que nem são mais apenas sandálias) desde que a marca se chamava Melissinha, era produzida em E.V.A. e tinha uma abelinha como mascote, a resposta é óbvia (eu até fazia parte do Clube da Melissinha!).

Ninguém compra Melissa pelo conforto (não que seja o sapato mais desconfortavel do mundo também, não sejamos injustos) e nem compra porque precisa de uma Melissa... compra porque é uma Melissa. O textinho abaixo eu escrevi pra cadeira de Pesquisa em Tendência de Moda da pós e tenta explicar o que passa na nossa cabeça antes das bolhas nos calcanhares.


Tem momentos em que a emoção segue a dianteira da razão, inclusive (e principalmente) nas compras. O consumo emocional é o principal fator para uma forma de fidelidade afetiva com uma determinada marca. Mas se não é o suprimento de uma necessidade, o que se busca nesses produtos?

Diversão, emoção, design, moda... Uma nostalgia de cores, de formas, de cheiros... de sensações.

É o lúdico na busca pelo encantamento através de experiências sensoriais e emocionais. Esse é o consumo que põe emoção na frente da razão. Mas um consumo antenado, de uma consumidora bem resolvida que se interessa por moda e design.

E quando a palavra chave é “lúdico”, a ordem é misturar. Sensualidade com humor, alto astral com praticidade, felicidade e otimismo misturados no estilo próprio de cada uma.

É ser adulta com alma de criança. É ser mulher com a graça de uma menina. É Humbert Humbert pintando as unhas dos pés de Dolores Haze...

Essa é a próxima da lista!!!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Fui até a Riachuelo (duas vezes, a primeira delas uma semana antes de "estrear" a coleção, porque eu tenho problemas mentais e não sei ler datas) pra ver a coleção do Oskar Metsavath.

Acho muito legal essa idéia de pocket collections de estilistas renomados em lojas de fast fashion ou de departamentos. Acho que isso começou com o Alexandre Herchcovitch. Ou não. Mas enfim... acho bem legal! Até porque eu nunca teria uma peça do Herchcovitch, do Ronaldo Fraga ou da Isabela Capeto se não fosse por isso.

Mas voltando... a coleção do Oskar me decepcionou. Não que o design seja ruim, mas a qualidade é. Alguns tecidos são meio estranhos, o corte mais ainda. Até tentei, provei um macaquinho, mas aumentou minha decepção. Não sei se ainda chegarão mais peças e então talvez eu torça a língua, mas por enquanto digo que não vale ir até a loja. Claro que sei que isso fica a cargo da Riachuelo e não do Oskar ou da Osklen, mas enfim... não gostei.

Na verdade, eu até fiquei bem feliz com isso. Porque eu já falei mal da Osklen aqui, e ia me sentir muito "traidora do meu próprio movimento" se tivesse gostado e comprado a coleção!!


P.S. a coleção da Maria Bonita Exta pra C&A tá bem linda.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

All we need is... Louboutin

Hoje eu estou num mau humor tão grande que até recusei um passeio no museu com meus amigos pra não me arriscar matar ninguém.

Tudo culpa da TPM e afins... já tentei encher o rabo de chocolate, comer como uma porca, overdose de Sex and the City e nada melhorou o meu humor peculiar dessa época do mês (aliás, a única coisa boa da TPM é que meus peitos ficam maiores). O problema é que nem posso recorrer à shopping-terapia porque esse mês a palavra de ordem é economia.

Admito a minha futilidade feminina e afirmo mesmo que comprar qualquer coisa melhora o meu humor. Deve haver algum artigo científico que embase essa minha teoria (torço pra que sim, porque me sentiria menos fútil).

Principalmente sapatos... Tem dias que tudo o que a gente precisa são sapatos novos!

A camiseta aí, que também me deixaria muito feliz, é da So Sweet. Ma-as custa a bagatela de R$ 160,00!!! Visto que, pra se produzir uma camiseta dessas não se gasta mais de 10 pila, eu e toda a minha futilidade (infelizmente) nos recusamos a comprar!

Mas vale a pena dar uma olhada no site só pra ver as camisetas super divers que você poderia comprar se tivesse nascido de pai banqueiro ou se tivesse nascido no Camboja e depois sido adotada pela Angelina Jolie!!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu não sou muito fã de maquilagem (achava que era maquiagem, mas segundo o corretor de texto é com 'l' mesmo...), até porque não sei me maquiar direito! Mas dessa marca, Benefit Cosmetics, dá vontade de comprar várias coisinhas! Tem umas frasesinhas engraçadas e umas embalagens fofas! Aliás, se eu compro alguma coisa no setor de cosméticos é pela embalagem.
Sou completamente influenciada por embalagens! Tenho cremes que nunca usei, perfumes que nem sei o cheiro direito, e milhares de potinhos com coisas que eu nem lembro o que era! Além da pena que eu tenho de jogar embalagens fora... Até as de mini pasta de dente que eu ganho do Brunão.

Mas decidi que vou mudar e parar com isso.

Pela natureza, sustentabilidade ou contra o consumo exagerado e inconsciente???

Não...

Porque eu estou com medo de ficar igual a minha vó.

Miranda

Mais um no freakshow...

Pior que ter sido abduzido, esse viu Crepúsculo 17 vezes.

Tem como ser pior?

Toilet Paper Magazine

Essa revista é incrível! São só fotografias, não tem conteúdo de texto, mas as imagens são ótimas e só de fotógrafos bacanosos!


Aqui dá pra ver quase todas as imagens!

sábado, 2 de outubro de 2010

Vaga preferencial para Sorvetes Napolitano


Tirada no Karina de Curitiba (donde más?), alguns meses atrás...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fazia tempo que não voltava aqui. Mas essa história merece!

Victory anda saindo com um amigo meu. Esse meu amigo é do tipo bonitão. Bonitão e um doce de menino! Não só porque é meu amigo, mas ele é um fofo mesmo! Daquele tipo que é tão bonitão que nós, mulheres, acabamos por compensar certos defeitinhos pequenos que acabam surgindo.

Mas nenhum bonitão é bonitão suficiente pra compensar essa:

Victory e o Bonitão estavam no motel. Motel chique de Curitiba!! O que rolou por lá... bom, não tenho esse tipo de informação. Mas o caso é que o Bonitão fez o serviço e quis ir embora logo para... não perder o jogo do Corinthians!!! (Sendo que ele é Paranista)

Que tipo de homem vai embora antes de motel pra não perder o jogo do Corinthians???

Chucro amador.

Foi essa a conclusão que Victory e eu chegamos. Chucro e amador.

P.s. Bonitão, adoro você, querido! Mas depois dessa... ai, ai, ai...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Apresentando: Samantha

Quanto tempo não vejo essa vaca. Sim, porque a Samantha é a minha amiga vaca. No melhor sentido da palavra vaca.
Simone de Beauvoir se orgulharia dela! A invejaria, na verdade. Será daquelas mulheres poderosas, bem sucedidas e que põe no chinelo qualquer homem que atravesse o caminho dela. E tudo isso sem precisar queimar sutiã.
Se bem que, se precisasse queimar, não seria problemas, já que Samatha compra lingerie no supermercado com o vale alimentação da firma. É... talvez Simone esperasse um pouco mais da Samantha.
E foi por uma dessas que a Samantha passou pela situação que vale a pena ser divulgada.
Todo dia é dia, toda hora é hora. E por isso, Samantha pega o celular e em poucos minutos já tem um encontro.
"Putz! Estou com calcinha bege!!"
Pra Samantha isso não é problema. Vai no banheiro e troca de calcinha com a amiga.
Isso que é glamour!

Por que não? Por que nãããão?

Porque o Caetano Veloso e Alegria, Alegria (aquela do "caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento..."), apresentada no terceiro Festival de Música Brasileira da Record foram tão questionados e importantes pra cultura brasileira? Tanto que essa semana estreiou até um documentário no cinema sobre esse assunto. (Que eu ainda quero ver!!)
Fora a letra de Alegria, Alegria, o que mais impactou na apresentação de Caetano foi o uso da guitarra elétrica. Sim... isso! O que para nós parece tão simples, como o uso de uma guitarra para acompanhar qualquer música que seja, no festival foi motivo de grande controvérsia e escandalo.
Explico.
De 1964, com o Golpe de Estado, até 1968, quando o AI-5 obrigou certas mudanças no comportamento dos artistas, a música popular brasileira era um veículo de protesto político (com certeza o que mais abrangia todas as classes, já que a música realmente tem esse poder) contra a situação da ditatura que o Brasil vinha sofrendo.
Era um senso comum, no ramo, valorizar as raízes culturais do país, mantendo-se fiél às tradições da música popular brasileira como forma de articular um projeto de identidade nacional. Assim, a guitarra elétrica (vista como super extrangeira e coisa do rock'n'roll - iê iê iê) trazida por Caetano Veloso num festival de MPB não só gerou escandalo como o artista foi amplamente criticado por ser alienado, já que estava fora dos padrões que os artistas engajados vinham seguindo para fazer a música. O importante não era só a letra, mas a maneira como a música era articulada também passava uma mensagem (como tudo na arte, onde forma e conteúdo são responsáveis pelo conceito).
Não é incrível??? É só uma guitarra!! E, a partir daí, gerou uma total mudança no cenário cultural brasileiro. O que parece ser uma besteira pode ser responsável por coisas muito maiores!
A guitarra elétrica trazida por Caetano Veloso virou um ato simbólico para a desorganização que o artista pretendia. Um verdadeiro símbolo da Tropicália e de tudo o que estava por vir na arte brasileira.
P.s. Eu juro que me emociono com essas coisas!!!
P.p.s. Não, mesmo assim eu me recuso a dizer que o Caetano é melhor que o Chico!