terça-feira, 18 de março de 2008

Curitiba: a capital das capitais!


"Policial observa alguns dos 10 mil pontos de LSD encontrados pela PF em Curitiba; segundo a PF, foi a maior apreensão já feita no país; a droga veio de Amsterdã, na Holanda"


A maior apreensão já feita no país!! UHUU!!
Curitiba: a capital do LSD! Não podiamos ficar atrás nessa!

domingo, 2 de março de 2008

Prefiro os gibis...

Eu nunca pensei em ser publicitária. E olha que eu já pensei em ser muitas coisas, como astronoma, escritora, madame, professora... Acabei virando designer, o que é uma pena... O fato é que, se eu tivesse assinalado Publicidade e Propaganda em vez de Design na inscrição do vestibular, queria ter criado alguns dos slogans mais sinceros que o mundo das publicações femininas já viu.

Teria perdido o emprego na primeira semana...

Nova: a revista da mulher que dá
Nova é o tipo de revista que eu me sinto mal em saber que minha mãe pode ler. Toda, eu disse TODA, capa de Nova tem uma chamada sobre sexo. E em letras garrafais, coloridas e berrantes. Isso sem contar as sensacionais "páginas lacradas". Acho que é para dar ainda mais emoção para as leitoras, que tem que rasgar o selinho (heim, heim? pegou, pegou?) para descobrir as histórias cabeludas do assunto.

Capricho: a revista da mulher (mas nem tanto) que quer dar, mas está esperando o príncipe encantado
Eu já fui compradora da Capricho, quando contava cerca de 14, 15 anos. A revista tem um dos conteúdos mais afinados com seu público-alvo que eu já vi. Claro que, depois de um tempo, você se vê fora do alvo. Daí, ler a publicação é uma das coisas mais divertidas que se pode fazer. Sempre tem lugar para uma matéria sobre o ato das abelhinhas, mas aqui o enfoque é "como saber se ele é o cara certo" ou "qual a hora certa para transar?" – e isso não se refere à manhã, tarde ou noite. Pelo menos na época que eu comprava era assim, hoje parece que já é bem diferente!!

Claudia: a revista da mulher que até dá, mas prefere decorar
Aparentemente, as senhoras que lêem Claudia eventualmente estão interessadas em novas posições para a prática de sexo tântrico ou algo do tipo, mas preocupam-se mais com as cores da estação, com as luminárias novas, com culinária sofisticada ("mas facílima de fazer!") e com dicas para educar as crianças - não sei porque, já que elas também parecem ter dinheiro para pagar 814 reais numa saia da Cori, e se alguém tem dinheiro para isso só pode ser porque não tem filhos.

Marie Claire: a revista da mulher que dá, trabalha, cuida da casa, viaja e ainda se preocupa com o mundo

Acho que a Marie Claire é a publicação do gênero com mais reportagens, entrevistas e matérias. Tem seu lado Maria e a seção "Eu Leitora". Ali, uma leitora que acompanha a revista conta uma experiência de vida marcante, sob títulos tão diversos quanto "Roubei o namorado da minha filha", "Venci a luta contra o câncer" ou "Perdi meu marido para outro homem", no maior estilo Marcia Goldshmidt. Adooooro.

Ana Maria: a revista da mulher que... dar? o que é isso mesmo?
Esse é o tipo de publicação que Maria assina! As chamadas de capa tratam os personagens das novelas como se fossem de verdade e estampam frases do tipo "Malu Mader se separa de Marcos Palmeira" ou "Deborah Secco entre a vida e a morte". As páginas que não tratam dos folhetins do momento se dividem entre horóscopo, receitas de comidas ou remédios caseiros - e, pasmem!, algumas ainda trazem simpatias. Sexo? Pelo jeito, disso Maria nem tá mais lembrada... Pena.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Você é o que você...

Como eu não tenho mais aulas na faculdade, Como eu não tenho mais aula na faculdade (tão bom ficar repetindo isso!!!) me dá um certo tempo, até conseguir um estágio (além tem algum pra me dar???) de pensar muita besteira. Então...

O post de hoje se chama: Você é o que você... e aqui você pode incluir o que quiser. Tá, não qualquer coisa. Você é o que mija ou você é o que você espirra não vai tirar um pouco do sentido do texto! Mas você pode ser o que você...

Lê...
Não é coisa de fake cult, não! Dá pra conhecer um pouquinho de uma pessoa pelos livros que ela lê. Pode perceber. Se a pessoa tem como favoritos os livros da coleção Vaga-Lume, é do tipo que parou de ler na oitava série, mas pelo menos aprecia boas histórias e era responsável no colégio com as leituras obrigatórias. Se o ser diz que não costuma ler já dá pra saber que ele é do tipo que... não gosta de ler, oras! E que também não tem prisão de ventre, insônia e/ou paciência. Agora, se alguém diz que seus livros preferidos são O Segredo, A Lei da Atração e afins, tem grandes chances dessa pessoa ser uma chata! Acreditem.. experiência própria!

Ouve...
Vou tentar não ser preconceituosa nessa parte. Mas não vou conseguir...
Se a pessoa ouve funk, pagode, sertanejo, axé... ah, sei lá né!! Como diz meu pai: "se a pessoa pensa com essa cabeça para esse assunto, vai pensar com a mesma cabeça todos os outros assuntos".
O que não salva também pessoas que ouvem bandas estilo Block Party, Artic Monkeys e todas essas parecidas que eu não conheço (e que fique claro, que não estou dizendo que são ruins) só porque acham "cool-indie-retrô-achoquesoudoloshermanos-falofrancês- amoLondres-achoquesouAmeliePoulain".

Assiste...
Você confiaria em alguém que só goste de filmes muito inteligentes, iranianos, nãoentendiofinal, sem admitir que adorou X-Man ou ri muito com algum do Jim Carrey? Não! Não confiaria. Agora, converse com alguém que o filme preferido seja Bingo, o Cão Amigo! É... também não dá!

Usa...
Não é ser fútil e julgar a pessoa pelo que veste, mas tem um certo fundamento. Se uma menina anda de mini-saia, salto alto e top num frio de 8°C ela pode ser super legal, mas ou tem problemas sérios de sensibilidade térmica ou... tá querendo mais do que se divertir com as miguxas na night Adooooro!
Você identifica uma crente pela vestimenta, um punk, e a pessoa que veste a primeira roupa que pula pra fora do armário. O que não é certo, errado, bom ou ruim. Mas característico!


Você é o que você pensa e o que só você sabe! Mas que dá pra revelar o que você é por esses detalhes, dá!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Oficina do Demo

Ficar muito tempo em casa traz conseqüências malignas. Como já dizia o sábio... o sábio... Bom, tão sábio que não precisa de um nome: "Cabeça vazia, oficina do diabo."

Já criei várias teorias sobre o porque da depilação do Marcos Mion, sobre pessoas comerem leitão à pururuca no meio da tarde, sobre a semelhança de mães e carros, sobre o motivo de Marilyn Monroe ter virado mito, o significado de "pneus de carro cantam tchururutchuru"...

Teorias embasadíssimas sobre o porque eu odeio pessoas que falam "Adooooro!", pessoas "positive vibration", pessoas que falam "night", pessoas com tendências suicidas que não se matam... resumindo... porque eu odeio tantos tipos de pessoas e como isso me prejudicaria se eu estivesse no Big Brother, por exemplo. Concluindo que, pra ganhar um milhão de reais, eu preciso ter mais amor no meu coraçãozinho.

Enfim, em mais um dia sem poder sair de casa, me deparei com o programa do Bispo Romualdo na TV (algo mais 'oficina do diabo' que esses programas da Igreja Universal?).

Adorei aquela lista (lista, né! Adooooro!) que define os sintomas de possessão:
Medo
Ansiedade
Insônia
Depressão (que tem como sintomas os três listados acima, não?)
Ver vultos

Opa! Foi aí que começaram a forçar a barra, Que tipo de sintoma é "ver vultos"? Eu vejo vultos o tempo todo quando saio de casa sem óculos. Isso sem contar com a história do gato! (Quem sabe, sabe. Quem não sabe, desistam, não vou contar.)

Próximo sintoma:
Desemprego
Desemprego?
Sim! Além de estar sem trabalho o indivíduo tem o demo no corpo!

Isso nos leva a três conclusões: Primeira, o nível de possuídos no Brasil é alto. Segunda, devemos apoiar o lançamento da candidatura do Bispo Romualdo para a presidência!

Terceira?? Minhas aulas e estágio devem começar logo para que eu pare de ver esses programas na TV e pensar besteira.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Um ano!!!

Um ano se passou desde que meu melhor amigo faleceu.

Apesar desse um ano ter passado muito rápido, muita coisa mudou. Pelo menos no jeito que eu enxergo toda essa história do Vítor. Se há um ano eu me revoltava com o fato de terem me tirado o Ví, sentia saudade dele do pior jeito possível, com muita dor, e ficava braba quando as pessoas me diziam pra superar a perda... hoje é tudo muito diferente. Eu não superei nada, essas coisas não se superam! Mas a maneira que eu vejo o Vítor é diferente. Não... é igual! Mas igual a maneira que eu o enxergava quando a gente passeava juntos (vestidos com a mesma roupa) rindo até doer a barriga!

Claro que é absurdamente triste a morte de um guri tão novo e tão especial, mas hoje eu sei o quanto ele lutou contra isso e quantas batalhas ele venceu antes de perder a guerra! E é isso que hoje em dia eu guardo do Ví quando penso nele, todos os dias! Pensar nele só me faz sorrir... e rir até doer a barriga de volta! Sei que no céu cor de rosa com plumas e paetês com um Jesus tipo Jesus Christ Super Star (mas ele é tão vesgo, Ví!), ele tá fazendo a mesma coisa!

Que o Vítor e o Rodrigo descansem em paz e cuidem de mim aqui! =)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Pois é...

...coisas ruins nunca vêm sozinhas. Nunca!
Mas é bom acreditar que elas vêm por alguma razão, e que quando a tal da tormenta passar a bonança vai ter um significado muito maior. Os dias de sol são muito mais divertidos depois de uma semana cheia de chuva!

=)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Y M C A!!!

http://people.monstersandcritics.com/news/article_1379038.php/Paris_Hiltons_cocaine_parents


“Paris Hilton's parents allegedly once snorted cocaine off a floor with The Village People's cowboy Randy Jones”

Ou 'seje':

“Pais de Paris Hilton supostamente cheiraram cocaína do chão com o cowboy do Village People Randy Jones”

Vamos por partes. Em primeiro lugar, “Pais de Paris Hilton cheiraram cocaína” explica um bocado sobre a filha que eles tiveram.

Mas vá lá, os caras podem ter curtido só uma vez.

E é aí que está o problema. Cara, se você vai cheirar cocaína uma vez só na vida, tinha que ser "do chão"? Custava pegar o tóchico e enfileirar na mesa, no RG, numa superfície qualquer, como qualquer viciado normal?

Parece que custava. Detalhe: o fato teria ocorrido no carpete do Studio 54, clube nova-iorquino dos anos 70 onde valia tudo.

(Até cheirar coca do chão).

O carpete do Studio 54 devia ser uma verdadeira nojeira. Daqueles que, espirrado com aquelas químicas do “CSI”, ia parecer um estampado de oncinha das lojas do Cintia Center na XV. Imagina a quantidade de substâncias não exatamente estimulantes que os magrão aspiraram...

Aí, quando você pensa “tudo bem, os caras estavam na fissura” ou qualquer coisa do tipo, você chega à parte final: “com o cowboy do Village People”.

(Ou seja, no Studio 54 valia até cheirar coca do chão com o cowboy do Village People).

Quem descreveu esta bomba para a imprensa?

O próprio cowboy!

E chegamos à essência da questão aqui: dá para acreditar numa história contada por um cara que ganha a vida cantando hits gays vestido de cowboy?

Dá!!!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O Diabo Veste Sapatilhas

Se tem algum medo maior que o meu medo de barata, é meu medo de dona Dora! Garanto que nessa foto ela tá pronta pra dar um tapão na menininha e gritar: "Levanta a cabeça, levanta a cabeça! É bailarina ou lavadeira? Pede pra sair, pede pra sair!" (Com certeza o capitão Nascimento teve aulas de ballet com a ela).

terça-feira, 20 de novembro de 2007

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A la Milan Kundera

O ciúme não é um traço de caráter muito simpático, mas se tomamos cuidado para não abusar dele (se vem acompanhado de recato), ele tem, apesar de todos os inconvenientes, qualquer coisa de comovente. Pelo menos ele pensava assim.

Conheciam-se há um ano, mas ela ainda conseguia enrubescer na frente dele e ele gostava muito dos seus momentos de pudor (primeiro, porque isso a diferenciava das mulheres que conhecera antes dela, e segundo, porque conhecia a lei da universal fugacidade que lhe tornava precioso até mesmo o pudor de sua amada).

Ela sempre enrubescia por antecipação diante da idéia que iria enrubescer. Muitas vezes desejava sentir-se livre, despreocupada, a vontade em seu próprio corpo, como sabia que era a maioria das mulheres com quem convivia.

Essa angústia, ela sentia até mesmo ao lado do rapaz; ela o conhecia a um ano e estava feliz, sem dúvida porque ele nunca distinguia entre seu corpo e sua alma, de maneira que, com ele, podia viver corpo e alma. A felicidade vinha dessa ausência de dualidade, mas, a desconfiança vive perto da felicidade. Pelo menos ela pensava assim.

E nesse afluxo de felicidade melancólica ele compreendia que era amado como nunca. Evidentemente, muitas mulheres já lhe haviam dado provas tangíveis de seus sentimentos, mas, no momento, ele se restringia a uma fria lucidez: será que tinha sido sempre amor? será que não sucumbira algumas vezes a ilusões? não lhe acontecia imaginar mais do que a própria realidade? Tudo ficou bem pálido após os pensamentos e por não ser consciente de tudo isso, não se achava responsável pelos fatos e pensamentos.

Se fossemos responsáveis apenas pelas coisas de que somos conscientes, os imbecis seriam absolvidos antecipadamente de todos as faltas. Acontece que o homem é obrigado a saber. O homem é responsável pela própria ignorância e a ignorância é uma falta.

Ele contemplou aquele rosto terno e acariciou-lhe. Sentiu por ela um amor sem limites e ficou um longo momento sem poder tirar os olhos dela. Pela primeira vez, desde que conhecera a namorada, tentava observá-la com olho crítico, e enquanto ela falava (felizmente ela não parava de falar um segundo, e a ansiedade do rapaz passava desapercebida), descobriu em sua beleza vários pequenos defeitos; ficou perturbado, mas logo se tranqüilizou com a idéia de que esses pequenos defeitos tornavam sua beleza mais interessante, que era justamente por causa desses defeitos que todo o seu ser lhe era tão próximo e familiar.

Pois o rapaz gostava muito da namorada. Mas, se gostava tanto dela, por que cedera à idéia, tão humilhante para ela, de examiná-la com olho crítico? O rapaz não sabia realmente o que devia pensar da namorada, era de fato, incapaz de avaliar seu encanto e beleza.

Ela apenas levantou os olhos para o rapaz e constatou que ele era exatamente como imaginava. Ela podia esquecer de si mesma e entregar-se a ele. Ou não. Já que a desconfiança ficava perto da perfeição. O olhar que ele à lançava significava apenas uma coisa, que estava pensando em outra. Pelo menos ela pensava assim.