quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Crianças legais (parte II)

Menininha com um copo de água conversando com a mãe na Rua XV.
- Eu digo pra elas (pombas) que vou dar água e quando elas vierem jogo tudo na cara pra morrerem!!!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Crianças legais (parte I)

No avião, hoje, chegando em Curitiba, menininho de uns 5 anos gritando na hora do pouso:
- NÓS VAMOS CAIR!!! TODOS VAMOS MORRER!!! NÓS VAMOS CAIR!!!

domingo, 7 de setembro de 2008

Ops!

Perceberam que o vídeo não ficou exatamente onde eu queria?

Janela Aberta [CURTA]

Curtam o curta!

Aparecendo aqui depois de muito tempo! Pra quem não sabe, estou terminando o TCC, fazendo estágio, com a inscrição (e anteprojeto) do mestrado feita (torçam por mim) e fazendo aula de História, análise e técnicas do cinema!! Enfim, voltei a ser uma pessoa um pouco (mas não muito) mais útil!

A família vai bem, obrigada! E pra quem ainda faz a piadinha cretina, o Cebolinha também vai bem. Continuo odiando manos (eles se vingaram e me roubaram o celular semana passada), ainda não tirei o siso e não desisti da expressão "senta na minha pica". O tempo passa mas são poucas as coisas que mudam. Não tenho do que reclamar!

E, depois de tirar as teias de aranha e soprar a poeira, vejam um videozito muito do bacana!

Janela Aberta, dirigido por Philippe Barcinski.
http://br.youtube.com/watch?v=jesEHgtBbYI

domingo, 13 de julho de 2008

Se fosse só o grafite...

Esses dias atrás, no Jornal Nacional (eu acho), ví uma reportagem sobre arte de rua em Porto Alegre (eu acho). Como essa arte do grafite se espalhava pela cidade numa espécie de exposição externa pela capital gaúcha.

Ainda mais depois de toda a pesquisa sobre arte interativa e intervenção urbana, feita pro meu TCC, eu sou fã desse tipo de arte. Espalhado pela cidade, melhor ainda! Já até escrevi sobre os grafiteiros que eu mais gostava no falecido fotolog.

Agora... sem querer ser chata e preconceituosa, esses caras têm talendo de verdade, desenham bem, entendem de cores e sabem exatamente o que estão fazendo, mas incentivar "a garotada da escola do seu bairro" a pintar os muros e trocar a pichação por grafites, tem grandes riscos.

Não me entendam mal! Sou super a favor do incentivo à arte! Principalmente entre a "garotada da escola". Mas não se pode esquecer que o grafite faz parte do tal movimento Hip Hop. Dj, Mc, Break e o grafite é que entram juntos nesse pacote (me corrijam se não for isso).

Eu sei que é errado... mas prefiro ficar com uma parede branca do que aguentar molecada com a calça caindo e incentivar esse tal movimento hip hop!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Criei juízo...

É duro descobrir que não se é o ser humano superior que sempre se achou ser. Eu tinha certeza que era um desses privilegiados. Escolhidos de Deus. Filhos do amanhã. Futuro da humanidade.

Foi então que descobri que não. Sou um ser humano ordinário, comum, qualquer (prático, normal)... desses que se encontram em qualquer lugar da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia onde há um pequeno sol amarelo e esquecido... nesseplanetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais são uma grande idéia.

Eu nunca gostei de relógios digitais mesmo!! (Só daquele da Sprite de "bate - enrola".)

E como toda forma humana primitiva: EU TENHO DENTE DO SISO (ou ciso).

Senti a pontinha aparecendo essa manhã. E pra voltar ao meu posto de evoluída decidi que o certo era cortar o dedinho. No futuro ninguém terá dedinho porque são inúteis! Mas meu pai me alertou que é o melhor dedo pra tirar tatu do nariz quando o indicador não dá conta do recado. É duro quando os pais tem razão.

Fica decidido então que cortarei os dedos dos pés. Decidi sentada sozinha numa lanchonete em Rickmansworth.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

HAHAHA

O sucesso da minha pica!

QUincapoix diz:
vou colocar: posição do produto dentro do mercado de luxo...

QUincapoix diz:
taram!!!!

Cintia diz:
é pq a idéia de faer a tabela não foi nossa... mas a tabela foi a gente que fez

QUincapoix diz:
então não põe merda nenhuma.... rs

QUincapoix diz:
fonte: MINHA PICA

Cintia diz:
é!!!!

Cintia diz:
Pões assim: Minha Pica (GREGGIANIN, 2008)



Essa foi uma conversa entre o Cícero (em rosa porque combina) e a Cintia (em verde porque eu sei que ela é chegada num verde). O GREGGIANIN em questão sou eu!
Fica claro como meus amigos me vêem como uma fonte importante de ditos sábios!

sábado, 7 de junho de 2008

A insustentável leveza do ser e o mito do eterno retorno.

O eterno retorno é uma idéia misteriosa e, com ela, Nietzche pôs muitos filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir como foi vivido e que tal repetição ainda vai se repetir indefinidamente!

O mito do eterno retorno afirma, por negação, que a vida que desaparece de uma vez por todas, que não volta mais, é semelhante a uma sombra, não tem peso, está morta por antecipação, e por mais atroz, mais bela, mais esplêndida que seja, essa atrocidade, essa beleza, esse esplendor não tem o menos sentido.

Se cada segundo de nossa vida deve se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Essa idéia é atroz. No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma responsabilidade insustentável. É isso que levava Nietzsche a dizer que a sua idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos.

Mas será mesmo atroz o peso e bela a leveza?

Foi a pergunta que Parmênides fez a si mesmo no século VI antes de Cristo. Segundo ele, o universo está dividido em pares de contrários: a luz/ a escuridão; o grosso/ o fino; o quente/ o frio; o ser/ o não-ser. Ele considerava que um dos pólos da contradição é positivo (o claro, o quente, o fino, o ser), o outro, negativo. Essa divisão em pólos positivo e negativo pode nos parecer de uma facilidade pueril. Exceto em um dos casos: o que é positivo, o peso ou a leveza?

Parmênides respondia: o leve é positivo, o pesado é o negativo. Teria ou não teria razão? A questão é essa. Só uma coisa é certa. A contradição pesado/ leve é a mais misteriosa e a mais ambígua de todas as contradições.

(...)